Três palavrinhas só…

No meio de todas as orientações que Paulo dá no capítulo 2 de Tito, três palavras se destacam: sensatez, justiça e piedade. E o que isso significa?

Pesquisando em dicionários e comentários bíblicos, cheguei a conclusão que sensatez é algo que deve reger todas as áreas da nossa vida, como uma direção a fazermos o que é certo. É o famoso “bom senso”, mas guiado pelo Espírito Santo. Justiça seria fazer o que é correto pelo padrão de Deus. E piedade, honrar a Deus em todas as atitudes.

Para ajudar nossa compreensão, no capítulo 3 há uma lista de coisas que devemos renunciar e outras que devemos buscar. O interessante é que a lista “boa” não é muito específica, já a “má” é. Não sei a razão exata de ser dessa maneira. Mas algo ficou na minha mente e coração. Atitudes aparentemente boas não são necessariamente fruto de um bom caráter. Uma pessoa pode falar palavras amáveis para alguém, mas não estar sendo verdadeiramente amável, por exemplo. Já atitudes ruins, quase sempre é conseqüência de uma falha de caráter.

Leia a lista do capítulo 3 e pense em algo que você reconhece ser um problema para você.

Confesse e peça ajuda a Deus.

Pense também em algo que você consegue reconhecer a ação de Deus na sua vida.

Agradeça a Ele por isso.

Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente. ”

Tito 2:11 e 12

[Por Juliana Pimenta]

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Recomendações (Tito 1)

Eu nasci num lar cristão, e desde criança ouvi muitas histórias bíblicas. Vários personagens eu tive a oportunidade de conhecer bem cedo. Mas Tito? Quem é Tito? Não lembro de nenhuma história dele! Ele não entra no hall das “famosas histórias bíblicas que ouvi na minha infância”. Mas a infância passou e hoje tenho a oportunidade de ver com calma o primeiro capítulo de Tito. Sei que ele foi discípulo de Paulo, chamado de “meu verdadeiro filho” e que Paulo lhe dá recomendações. E estas servem pra nós.

Esperança da vida eterna (v.2)- É o que permeia o ministério! Saber que o que eu faço é baseado nessa esperança. Nos alegrar nesta esperança, na promessa que Deus nos fez de que estaremos com Ele. Isso é suficiente pra desempenharmos o nosso ministério com alegria. Você o faz assim?

Pusesse em ordem (v.5) – Tito foi deixado em Creta com uma função: ordenar as coisas que ainda faltavam e constituir presbíteros. Ele não deveria continuar o ministério sozinho. Ele precisava delegar as funções. E não de maneira aleatória, mas de modo ordenado para que haja fluidez no trabalho. O que precisa ser ordenado no seu ministério?

Irrepreensível (v.6) – Esta é uma das qualidades da pessoa que poderia participar no ministério. Não ter algo em que possa ser acusado. Desempenhar o ministério com tamanha responsabilidade e temor a Deus que as pessoas não têm do que acusar. Será que nós estamos sendo irrepreensíveis em todas as áreas de nossa vida?

A esperança da vida eterna nos enche de alegria em servir a Deus, de modo ordenado e irrepreensível. Que, no Espírito Santo, assim caminhemos.

[Por Adízia do Monte]

Você, porém…, Suporte os sofrimentos… (2 Tim. 4:5)

O que seriam esses sofrimentos? Em Cristo eles existem?

A dor moral ou física ou a amargura, para muitos pode ser traduzida como a fome, a nudez, os vícios, a morte… e estas não deixam de ser formas de padecer comuns a todos os homens. Muitas vezes Cristo é apresentado como aquele que vai eliminar todo e qualquer tipo de sofrimento a partir do momento em que o deixarmos entrar em nosso coração.

Esse não deve ser o discurso para comunicar a mensagem da salvação. Cristo veio para eliminar o maior de todos os sofrimentos que é a separação espiritual entre nós, homens pecadores, e Deus santo.

Quero, porém, ressaltar o sofrimento que é resultado da abnegação, negação de si, desapego do interesse próprio no processo de seguir a Cristo; a luta contra o mundo, a carne e o Diabo, contra nossas vontades e medos, contra a falta de fé e amor que nos rodeia. Esse sofrer por amor a Cristo não é um padecimento não suportável, mas é diário, constante, doído, pois a dor é consequência da transformação de quem somos à imagem de quem Cristo é.

O caráter dele sendo forjado em nós, gerando santificação. Com relação a isto, John Stott diz que alguma forma de sofrimento é praticamente indispensável para santificação. A dor durante este processo é natural e necessária. A partir dela conseguimos identificar onde estão nossas dificuldades e pecados a vencer para ser como Jesus.

– Quais têm sido suas maiores dificuldades no processo da santificação?

– Ore para que Deus o ajude nestas dificuldades.

[Por Mayara Povoa]

Constância e consistência…

O capítulo 3 da segunda carta de Paulo para Timóteo é uma despedida. Paulo sentia que seu ministério estava se encerrando e encoraja seu filho na fé a perseverar. No dicionário, encontrei dois sinônimos de perseverança: constância e consistência.

Se, queremos ser líderes irrepreensíveis, perseverança é um adjetivo que deve ser meditado, e se expandirmos isso para seus sinônimos essa palavra ganha uma dimensão muito maior, muito mais profunda. Vejamos:

1 – Dos vv. 1-5, Paulo situa Timóteo e mostra com qual tipo de homens ele iria se deparar, e que, portanto, seria muito difícil ser servo de Cristo, mas que ele precisava ser firme e constante.

2 – Dos vv. 10-13 ele vai mais adiante e alerta Timóteo que em meio a perseverança, muitas vezes, os resultados são de aflições e perseguições, mas que ele deveria ter como exemplo o seu ministério e ver os frutos de sua perseverança. Paulo chega até citar Listra como um lugar onde houve oposição a seu ministério, em sua primeira viagem missionária, mas foi onde a avó e mãe de Timóteo se converteram e o levaram ao Evangelho.

3 – Dos vv. 14-17, ele encoraja Timóteo a não se esquecer de tudo o que ele aprendeu e a se apegar as Escrituras como manual para perseverança, ou seja, pra que ele tivesse consistência. Ele conclui, no verso 17: “Ela é o meio que Deus utiliza para nos tornar bem preparados em todos os pontos, perfeitamente habilitados para toda boa obra”.

– O que te desanima a perseverar em meio a aflições e perseguições?

– Segundo as Escrituras, o que Deus tem te ensinado, repreendido, corrigido e educado?

[Por Klécia Corcino]

Conselhos para uma liderança piedosa…

No segundo capítulo de 2 Timóteo, Paulo dá diversas orientações relacionadas ao caráter de um líder piedoso.

Primeiramente, Paulo diz para Timóteo se fortificar na graça que está em Cristo, pois somos fracos sem ela. Logo, como resultado de estar fortalecido nessa graça, Timóteo poderia ser um multiplicador espiritual. Paulo também faz algumas comparações relativas ao ministério – o soldado que não se distrai com outras coisas a fim de agradar quem o alistou, o atleta que conquista o prêmio ao lutar legitimamente e o lavrador que deve ser o primeiro a desfrutar dos frutos -, para que Timóteo (bem como todo jovem líder cristão) tenha um caráter íntegro a fim de cumprir a própria vocação.

Além disso, Paulo anima Timóteo relembrando a ressureição de Cristo para que este perseverasse na pregação do evangelho, pelo qual Paulo estava preso e suportava aflições – enfim, ainda que sejamos infiéis, Deus permanece fiel.

Por outro lado, Paulo dá diversos conselhos para que Timóteo não perca tempo em discussões vãs e seja um obreiro aprovado por Deus, mostrando também que Deus conhece os que são Dele e que estes devem se afastar da injustiça, buscando viver uma vida piedosa (sendo preparados para toda boa obra) ao seguir a justiça, a paz, a fé e o amor com coração puro. Finalmente, Timóteo é orientado a não entrar em contendas, a ser brando, amável, paciente e preparado para ensinar até mesmo diante dos obstinados, tendo esperança em Deus para que Ele faça com que estes se arrependam e conheçam a verdade.

– O que poderia mostrar que sou aprovado diante de Deus?

– O que tenho seguido/praticado (as paixões da juventude ou a justiça, a fé etc ?)

– Como servo do Senhor, que características tenho apresentado?

[Por André Barreto]

Sejam fortes!

“Pois o Espírito que Deus nos deu não é de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.”

II Tm 1. 7 (Bíblia Viva)

Diante desse texto, é normal falarem que Timóteo fosse tímido, pode até ser que ele fosse, mas não se conclui isso por esse versículo.

Se fôssemos pela suposição de que tudo que Paulo diz o oposto está sendo praticado, poderia se dizer que Timóteo não era só tímido, mas também uma pessoa cheia de ódio e fora de controle. Mas se sabe que não foi bem assim. O fato é que Paulo havia sido preso, havia inimigos do evangelho e alguns tinham os abandonado.

É mais fácil dizer que Paulo estava à encorajar Timóteo a permanecer firme e não sucumbir à pressão. Além disso, ele diz que o Espírito de Deus é de poder, amor e equilíbrio (autocontrole). Se faltarmos com qualquer um desses três elementos não estamos agindo pelo Espírito de Deus, estamos agindo por nós mesmo, sendo covardes.

Muitas vezes nos acovardamos diante das diversas situações que acontecem. Reflita em quais momentos da sua vida você percebe que seus medos o têm paralisado?

Como isso afeta sua forma de amar?

E como o poder de Deus e o autocontrole têm transparecido em sua vida?

[Por Michele Estarneks]

A Palavra e o tempo…

“...Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males

I Tm. 6:20

Sempre que penso sobre este versículo, percebo o quanto a palavra de Deus é viva e atemporal. A carta de Paulo a Timóteo, especificamente o capitulo 6, possui diversas orientações que Paulo dá à igreja de Éfeso sobre assuntos como trabalho, dinheiro e comportamento cristão. Assim, gostaria de conversar um pouco sobre 3 temas que Paulo fala e que considero de grande importância para nossas vidas. São eles:

Trabalho

Sobre esse tema Paulo adverte que devemos ser respeitosos e procurar dar o nosso melhor, principalmente se trabalharmos para um irmão na fé, pois são cristãos e amados. O trabalho também deve glorificar o nome de Deus. (v.6:1-2).

Amor ao dinheiro

Devemos estar satisfeitos em Deus (v 6:7-8).  Não sermos satisfeitos em Deus nos faz cair em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, nos fazendo sofrer. O dinheiro é visto por Paulo como a raiz de todos os males, podendo o homem desviar-se e vir a passar por sofrimentos. Paulo fala que devemos fugir disso (v 6:10).

Combatendo o bom combate

Ao fugir do amor ao dinheiro, Paulo adverte que devemos buscar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão, assim poderemos combater o bom combate da fé e tomar possa da vida eterna.

Então, a palavra de Deus é ou não atemporal? Pensando disso, gostaria de convidar você a refletir sobre como os conselhos de Paulo, ditos a séculos atrás e dentro de outro contexto cultural, podem nos fazer ser alguém melhor HOJE!

[Por Lívia Castro]